O treinamento com pesos é um método
de treinamento que contribui para melhora da corrida em dois aspectos:
a prevenção de contusões e a melhora da eficiência
da corrida.
Sabe-se que um corredor só poderá melhorar sua performance
se estiver treinando regularmente. Isso significa que ele sempre
deverá tomar cuidados para que nenhuma contusão
interrompa este processo. O treinamento com pesos, contribui para
um fortalecimento dos músculos e para um equilíbrio
muscular onde um determinado músculo não seja sobrecarregado
durante um esforço, executando a sua função
de forma eficiente.
Os músculos podem ter quatro funções:
Agonistas – músculo responsável pelo
movimento
Antagonistas – músculo que resiste a realização
do movimento desejado, auxiliando na desaceleração
dos movimentos, sua ação protege a articulação
e garante rendimento, otimizando a precisão dos movimentos.
Estabilizador – músculo que imobiliza uma articulação
criando condições ideais para realização
do movimento desejado.
Neutralizadores – são músculos que atuam
impedindo as ações indesejáveis.
Ao realizarmos apenas um tipo de atividade,
podemos desenvolver a musculatura de forma inadequada. Em esportes
cíclicos (corrida) os músculos são utilizados
de forma diferenciada, causando um desequilíbrio muscular
que poderá ser um dos fatores contribuintes para o surgimento
de uma contusão. O trabalho com pesos fortalecerá
os músculos, tornando-os menos propensos a este tipo de
contusão, e também auxiliando na estabilidade articular.
Também não há evidencias
cientificas de que este tipo de treinamento prejudique a performance
de corredores. Por outro lado, há evidencias cientificas
que um aumento de força através do treinamento com
pesos possa melhorar a eficiência da corrida.
Alguns benefícios do treinamento
de força:
A maior força nos membros
inferiores melhora a eficiência mecânica e o recrutamento
das unidades motoras;
Se um padrão mais eficiente
(técnica de corrida) for possível devido a uma
maior força nos membros inferiores (perna mais forte),
poderá haver um menor custo de oxigênio em cada
velocidade de corrida, ou seja, se utilizara menos oxigênio
para a mesma velocidade de corrida.
Uma mudança no estilo da corrida,
permitindo um menor esforço (trabalho) numa velocidade
sub máxima.
Mas um treino de força deve ser progressivo quanto ao
aumento da carga e o número de exercícios, e para
tanto, o treinamento deve ser supervisionado.